sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A influência da mídia no comportamento social



TVVocê consegue rir com os programas de nudezhumor ultimamente? É, nem eu, salvo raras exceções. Perdeu a graça. Você assiste, o quadro acaba, você força pra rir mas… não dá. A mídia vai se degradando, e ai de quem fala contra que já é tachado de antiquado, preconceituoso e etc…
Mas assim como eu, sei que vocês meus caros e silenciosos leitores já estão de saco cheio e um tanto frustrados com a programação vigente que em pleno horário nobre já aborda temas como: “A atriz mãe que dormiu com o namorado da figurante filha”; “Ronaldo Ésper leva Luciana Gimenez ao cemitério” (cara isso existe); “Sabrina Boing-Boing pretende colocar mais seis litros de silicone” (comovente).
Sei que vocês assim como eu, ficam com “a cara no chão” quando, em plena tarde, durante seu lanche ou quando você recebe uma visita; a programação exibe uma cena constrangedora, diálogos baixos e coisas do tipo. Ou ainda pra você que é pai, quando a “bendita” cena aparece logo na hora que seu filho passa na sala. É comum ver hoje profissionais perdendo espaço pra gente sem talento. Tudo em nome da audiência!
Em resumo, se é pornográfico, gera polêmica ou baixaria ganha espaço. O quadro é desolador: programas sem pé nem cabeça, apresentadores sem ética, pessoas semi nuas e está armada a festa; que além de tudo é em nome da “liberdade” e “contra o preconceito” mesmo ridicularizando alguns grupos ou classes sociais. Programas que realmente valem a pena se espremem em horários praticamente inacessíveis.
A galera fica fanática pelo que os artistas estão fazendo, com quem estão no momento, se já casou, se já traiu, se já brigou, se já separou e aí se já casou de novo. A onda é cantar o hit do momento da bandinha de vitrine mesmo que a letra seja sem sentido ou com NeXo Zero (Qualquer semelhança é mera coincidência :) ).
Resultado: pensamentos vazios, mentes vazias, senso crítico atrofiado, caráter deformado… Cabe aqui um parêntese pra comentar o recente caso do cantor de hip-hop, machão e ídolo da garotada que espancou sua namorada, também cantora e foi parar na polícia – nada que seja tão diferente dos clipes e letras de música do segmento que apresentam mulheres como objeto e estimulam uma vida superficial.
De vez em quando alguém não suporta a pressão de tanta bobagem e perde a paciência. Um exemplo é o vídeo da jornalista irritada com a cobertura do caso Paris Hilton, veiculado na rede e que foi matéria do G1:
No ar, a jornalista discutiu com os colegas de jornal e, de tão irritada, tentou queimar o “script” com um isqueiro. Contida por um dos companheiros, a apresentadora não desistiu de expressar sua fúria. Fora da bancada, mas ainda ao vivo, Mika colocou o roteiro com a notícia no triturador de papel.
Saudades
Antônio Carlos Bernardes Gomes, o "Mussum"
É meus amigos, no afã da “liberdade” a sociedade começa a sentir falta do bom senso.
Aliás você já se perguntou por que programas como “Chaves” e “Os Trapalhões” (que entrou para o Livro Guinness de Recordes Mundiais como o programa humorístico de maior duração da TV) continuam fazendo sucesso depois de tanto tempo? Talvez porque façam parte de uma espécie de safezone da TV que você pode assistir sem levar sustos maiores.
Pra concluir e pra você não achar que o editor perdeu as estribeiras, deixo em Filipenses 4.8:
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.
Deixe de lado a programação pobre do domingo e cultive o que por algum tempo tem ficado esquecido, inclusive um comunicação mais íntima e direta com Deus.
Pego carona na poesia dos Titãs em trecho da música “Televisão” de 1982:
ô Cride, fala pra mãe
a mãe diz pra eu fazer alguma coisa
mas eu não faço nada
a luz do sol me incomoda
então deixa a cortina fechada
é que a televisão me deixou burro
muito burro demais
e agora eu vivo dentro dessa jaula
junto dos animais
ô Cride, fala pra mãe
que tudo que a antena captar
meu coração captura
e vê se me entende pelo menos
uma vez, criatura
ô Cride, fala pra mãe

A Influência da mídia na vida dos adolescentes. Relações entre estética, consumismo e as psicopatologias


Introdução
    A indústria cultural se apresenta como um instrumento de grande poder, onde através da sua influência na formação de nossa identidade, acaba por alterar e enfraquecer a nossa autonomia, através de um processo de alienação. Existem diversos veículos desta poderosa indústria, entre os quais os mais utilizados atualmente são a televisão e a internet. Estes recursos da mídia são bem utilizados para adquirir a atenção de todos, para dominar as mentes e passar o que é o “melhor”, o ter e o ser um corpo idealizado.
    Entre os adolescentes está sendo uma maneira de tentar fazer com que eles fiquem dentro de casa o maior tempo possível, fazendo com que percam o senso crítico, social e político, e passam a discutir qual a cor mais bonita da sandália da “moda”, qual o carro mais veloz, qual creme deixa a pele mais bonita, que blusa te deixa mais forte, itens esses totalmente dominados pela poderosa indústria cultural. Os jovens mostram-se atentos à imagem que têm, não tratam a roupa e o corpo de uma forma ingênua e desavisada. Têm consciência de que esta pode permitir o trânsito pelos espaços que querem freqüentar, ou impedir a circulação. O jovem da atualidade não absorve um estilo por tradição, mas faz uma escolha de estilos. (CASTRO, 2001)
    Porém, esquecem dos riscos da má utilização destes recursos, de tal forma que diversas doenças estão diretamente ligadas a essa indústria, dentre as quais uma novidade se apresenta a Oneomania que é a doença do consumismo exagerado.
    Esta doença foi identificada primeiramente em adultos, porém pesquisas revelam que a partir da adolescência já existem indícios da manifestação da doença. Através da mídia os adolescentes se inspiram e já sentem necessidade de comprar compulsivamente, seja para sentirem-se superior em relação aos colegas ou pelo simples fato de comprar. Os índices da doença já são tão alarmantes que já existem grupos de ajuda, para quem sofre desse mal.
    O conhecimento e a ressignificação dos códigos culturais, tem sido uma grande estratégia de uma ideologia voltada para transformação de pessoas em consumidores, estas intervenções tem criado inúmeras patologias, tais como a bulimia, anorexia, vigorexia, e em especifico a oneomania, que tem uma forte relação com os jovens e a mídia, que no papel de mediadora acaba por agravar estas patologias tão propaladas nesta sociedade contemporânea.
Desenvolvimento
    Antes de analisar a psicopatologia em si, devemos entender cada subtema, a adolescência, a estética, a mídia, o consumismo e só então a oneomania.
    Podemos dizer que a fase da adolescência é uma das mais polêmicas, complexas, considerada idade da crise, "fase inquieta e conturbada", "período tenso", entre outros conceitos, e ousamos a dizer quase impossível de ser compreendidas pelos próprios e pelos adolescentes.
    A adolescência como a própria origem da palavra diz, é a condição, processo, etapa aue um ser em desenvolvimento vive ("ad" = "em direção a" + "olescer" = "desenvolver/ tornar-se jovem, autônomo"). Nos dicionários, "o período que se estende da terceira infância até a idade adulta, caracterizado psicologicamente por intensos processos conflituosos e persistentes esforços de auto-afirmação. Corresponde à fase de absorção dos valores sociais e elaboração dos projetos que impliquem plena integração social (FERREIRA, 1975, p.39).
    Pesquisadores como Stanley Hall (1904), consideram a adolescência como um novo nascimento, um período dramático marcado por conflitos e tensões. Estes adolescentes apresentam como objetivo curtir a vida se divertir, aproveitar o máximo o seu tempo livre, viver a sociabilidade com os amigos, e usufruir diferentes formas de lazer, e dos produtos da cultura de massa aparecem como os elementos que mais fortemente definem a condição dos adolescentes. O que faz com o tempo livre, raramente esteja ligado com atividades que possam desenvolver neles um senso critico a respeito da manipulação a qual estão submetidos. Usam e abusam do seu tempo livre a serviço do fortalecimento das idéias propagadas pela indústria cultural, sendo estas consideradas como "miséria cultural", e que ganham força nas praticas da juventude, que até já ganhou o título de "geração shopping center", sendo orientada de certa maneira pelo consumismo pelo modismo, dominada pela televisão.
    Pode-se dizer que muitos adolescentes apresentam a preocupação com a estética, o culto ao corpo é presente cada vez mais cedo na vida desses meninos e meninas. Os hábitos saudáveis estão sendo deixados de lado por estarem virando obsessão. Inicialmente era uma maneira de manter ou recuperar a vitalidade e o bem estar físico, agora virou uma fixação, onde o que era cuidado acabou virando idolatria do corpo, e a este “culto” convencionou-se chamar de Corpolatria (culto exagerado ao corpo). Meninos sonhando com aqueles músculos, os chamados “sarados” e as meninas tendo sempre aquela ilusão do corpo perfeito, magérrimo, “corpo de modelo”, assim todos ficam felizes.
    Muitas vezes para conseguir esse corpo ideal, passam por cima de outros aspectos indispensáveis para resultados saudáveis, às vezes por falta de informação ou por negligencia dos profissionais ligados a área, começam a freqüentar academias sem a idade adequada, sem acompanhamento medico, utilizando-se de produtos prejudiciais a saúde. Um corpólatra, nunca está satisfeito com o que vê diante do espelho, e acha que sempre tem algo para aperfeiçoar. O número de adolescentes que buscam emagrecer de formas variadas, muitas das vezes sem consulta médica, tomando medicamentos por conta própria, vem crescendo cada vez mais no país, devido a busca incessante para alcançar o “padrão” idealizado por estas mídias, acabam recorrendo às cirurgias plásticas, gastos excessivos com roupas e tratamentos estéticos, abuso da musculação e uso de anabolizantes, entre outros recursos.
    Vale citar os adolescentes que fazem cirurgias plásticas por vaidade. Um público cada vez maior e, principalmente, bem mais diversificado recorre aos consultórios dos principais cirurgiões em busca, antes de qualquer outra coisa, de um maior “bem estar” com o próprio corpo. Os homens, que há cinco anos eram apenas 5% dos operados, estão contribuindo para engrossar as estatísticas. Hoje já representam 30% do total. Os jovens também estão recorrendo à plástica no Brasil como em nenhum outro país. Pacientes menores de 18 anos já chegam a 13% do total, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia, a estatística é de que no ano 2009.
    Existe uma relação destes números com o que a grande mídia televisiva apresenta diariamente envolvendo a estética, uma vez que muitas adolescentes ficam na frente desta caixinha mágica de cores, e passam a querer ter o que chamam de padrão estético, dito “ideal”, que são explorados dentro da programação televisiva o tempo todo, onde dificilmente é possivel ver um artista fora destes padrões.
    Quando um adolescente chega num grupo hoje e não está “antenado”, como eles dizem passa a ser considerada carta fora do baralho. Você ter o tênis, roupa, bolsas, acessórios de maneira geral de forma um indivíduo completo, tendo todos os olhares em volta de si.
    Ao assistirmos televisão, não conseguimos admirar a parte artística e cultural que está incluída neste veiculo da indústria cultural, pois tudo foi programado para isso mesmo, devido a velocidade e intensidade destas imagens, a fisiologia ótica humana não está apta a alcançar tal rapidez, deixando que certas informações não sejam percebidas, e por outro lado, temos mensagens subliminares, que parecem não serem vistas porem sem percebermos sofremos influencias.
    As imagens projetadas pela TV, arte consumida calçando meias e servindo café em confortáveis poltronas, é que se transportam para o deserto árido que se tornou a mente humana. A velocidade de sucessão destas imagens não permite contemplações, o olho cansa-se inutilmente em tentar fixar alguma cena (BENJAMIN, 1983, p.25).
    Pode-se considerar que a televisão é como, "a vida que falta em nossas vidas" (MORIN, 1997). O espectador passa a transferir seus desejos, vontades, para aquela caixinha bem a sua frente, uma ilusão, como intuito de fugir da realidade.
    Para Bauman (2004), o indivíduo da modernidade líquida se constitui por inúmeros mal-estares, sentimentos de aflição, insegurança, depressão, ansiedade; já que são constantemente ameaçados pela possibilidade de se tornarem supérfluos: lixo.
    Na teoria da modernidade líquida pode ser observado um fato de extrema importância que está ocorrendo atualmente, que é a chamada oneomania (consumo exarcebado), uma doença que vem se verificando cada vez mais presente na sociedade contemporânea. O distúrbio pode atingir qualquer pessoa, independente de classe social, religião ou formação intelectual. Pode ser tratado por terapeutas, psicólogos, psiquiatra ou especialistas. O sexo feminino é o mais afetado por esta psicopatologia.
    A doença pode estar associada a problemas de ansiedade, humor, dependências de substâncias psicoativas (álcool, drogas e medicamentos), transtornos alimentares (anorexia e bulimia) e descontroles impulsivos.
    Com tudo o que vivemos, não só os adultos, como os adolescentes também passam a ser acometidos por alguns desses tipos de patologias, sem muitas vezes nem perceberem. A oneomania, conhecida como a “mania de comprar”,pode apresentar um primeiro sintoma quando a pessoa acredita que precisa,necessita de certas coisas que na verdade não precisa. Essa doença é considerada como um vício, como os alcoólatras, é algo que precisa de tratamento, e quanto mais cedo melhor. Enquanto está comprando, a pessoa sente alívio e prazer dos sintomas, que passado um tempo voltam rapidamente. O efeito do ato de comprar é semelhante ao de tomar uma droga.
    A oneomania pode estar relacionada a diversos fatores que sirvam para aliviar sentimentos de grande frustração, vazio e depressão, em um desejo de possuir, de ter poder, que fica reprimido. Ao não conseguir dar vazão ao seu desejo, a pessoa sofre uma enorme pressão interna que a leva à necessidade de possuir coisas novas como única forma de prazer. O fator essencial para o controle desta psicopatologia é a organização financeira, saber quanto se ganha e quanto se gasta é a chave para o controle.
Metodologia
    A pesquisa se caracteriza como uma pesquisa descritiva, com delineamento de estudo de campo, a pesquisa foi realizada através de dois questionários, o primeiro para a identificação do publico-alvo contendo 9 perguntas objetivas e o segundo contendo 3 perguntas objetivas para saber se o objetivo foi alcançado. A amostra foi constituída por um N de 38 alunos, com idades entre 15 e 17 anos, do Colégio Santa Mônica da unidade da Taquara-RJ. Foi realizado um evento, com orientação de uma psicóloga e apresentação de um vídeo, com o intuito de intervir para modificar essas e outras questões com relação a influência da mídia na vida desses adolescentes.
    Se a maioria das respostas foi Não, fique tranqüilo, pois você está longe de ser um oneomaníaco.
    Se a maioria das respostas foi sim, você deve dar importância a essa possível doença e se for o caso buscar. Mas somente um diagnóstico psicológico pode dizer se você é ou não um comprador compulsivo ou uma oneomaníaco. Quanto mais rápido for tratado, maiores são as chances de cura.

Nível 1 – 0 - não há indícios
Nível 2 - 1 ou 2 - levemente influenciado
Nível 3 - 3 ou 4 - moderadamente influenciado
Nível 4 - 5 ou mais - fortemente influenciado
Resultado e discussão
    Realizada a aplicação do questionário, os dados coletados foram calculados e organizados nos critérios estabelecidos para a discussão.
    Os gráficos foram separados por sexo para analisarmos separadamente, para a questão ser mais detalhada e melhor entendida.
Feminino
    Neste gráfico, observamos que 63% das adolescentes sofrem uma forte influência da mídia, 31% sofrem uma moderada influência, 6% uma leve influência da mídia. Os dados apresentados nos revelam a grande importância de ações organizadas pelos principais atores da formação destes adolescentes. A Educação Física como área de saúde, e uma das quais estes jovens têm maior contato, tem a incumbência de intervir neste aspecto, pois por ser componente curricular do nosso sistema educacional com grande poder de mediador devido as suas características, não pode iludir suas responsabilidades, e deve promover alterações significativas deste comportamento, que por ser algo relativamente novo demanda maiores estudos.
Masculino
    Já neste gráfico, observamos que 36% dos adolescentes do sexo masculino sofrem uma forte influência da mídia, 23% sofrem uma moderada influencia 36% sofrem uma leve influencia e 5% não sofrem influencia da mídia. Por características que não cabem serem aprofundadas neste artigo, mas que merecem uma ponderação, a mulheres apresentaram uma maior propensão a este tipo de influência, e que as colocam num papel diferenciado e de destaque.
    Analisando os resultados, pode-se perceber que a porcentagem em ambos os sexos para se ter essa patologia é bem significativo. Como podemos perceber o sexo feminino é o mais atingido.
    A forte influência representada pela mídia é visível, o seu poder na vida desses adolescentes é algo a ser constantemente debatido, este processo deve ser organizado principalmente pelos próprios adolescentes, a estética, o consumo, a mídia entre outros pontos não devem ser colocados unicamente como réus deste processo, porém o despertar para o controle exercido por estás áreas de conhecimento é mister no processo de desenvolvimento destes, para que eles possam de forma saudável buscar, ou usufruir deles sem que haja prejuízo para a seu desenvolvimento.
Gráfico do segundo questionário
    Neste gráfico, podemos observar que após nossa intervenção, não conseguimos modificar a visão desta influencia em 67% das adolescentes e em 33% das adolescentes conseguimos modificar esta visão.
    Já neste gráfico, observamos em 100%, ou seja, todos continuam com a mesma visão sobre esta influencia.
    Após o evento, composto de orientação de uma psicóloga e apresentação de um vídeo, foi aplicado e recolhido os dados de outro questionário que, pela porcentagem analisada, não constatou alteração significativa, fortalecendo a idéia de que a mídia exerce uma forte influencia nos adolescentes, ainda que estes tenham registro da experiência, mas sem que a mesma tenha impactado significativamente sua relação com o consumo.
Conclusão
    Depois de realizada a pesquisa, constituída de dois questionários objetivos, e entre eles um evento de intervenção, composto de orientação de uma psicóloga e apresentação de um vídeo pode-se apontar algumas questões que foram analisadas.
    Foi possível verificar que é necessário um investimento muito maior em relação às psicopatologias, em especial ao grupo dos adolescentes que estão sendo alvos fáceis desta indústria tão poderosa que é a indústria cultural.
    De acordo com a porcentagem de adolescentes analisada, não se constatou alteração significativa nos resultados, fortalecendo a idéia de que a mídia exerce uma forte influencia na vida dos adolescentes, evidenciando a necessidade de uma maior atenção e atuação para com este grupo, pois somente assim será possível visualizar uma redução significativa desta psicopatologia.
    Ratificou-se a importância e o poder que a indústria cultural, mídia exerce sobre a vida desses adolescentes, não os deixando decidir o que querem fazer pensar, falar, ser e consumir.
    A televisão é um veículo que mais infuencia em decidir o que estes adolescentes devem ser e ter, pois estes ficam na frente desta caixinha mágica de cores, e passam a querer ter, por exemplo, o que chamam de “padrão estético ideal”.
    A importância que os adolescentes dão para a moda, mídia, tudo que é comercializado não tem dimensão. Quando você chega num grupo hoje e não está “antenado”, como eles dizem passa a ser considerada carta fora do baralho. Você ter o tênis, roupa, bolsas, acessórios de maneira geral de forma um indivíduo completo, tendo todos os olhares em volta de si. Este pode ser um dos principais motivos que fazem com que os adolescentes não consigam enxergar a grande influencia da mídia em suas vidas.
    Relacionando essas questões com a escola e em particular com a área da educação física, o profissional não pode deixar de lado o que está ocorrendo. Este profissional tem uma importante função a de unir de forma crítica a cultura corporal, propondo uma discussão sobre a mídia, em busca de certos pontos, para uma reflexão.
    O profissional de educação física deverá está preparado para encarar estes desafios, sendo um mediador entre a indústria cultural e seus alunos, quando reflexões e discussões são necessárias, não ignorando a importância do veículo de comunicação, pois se podem utilizar as mais diversas informações transmitidas pela mídia em favor da educação desses alunos, basta conciliar essas questões.

Influência da mídia no processo de identificação do adolescente


Em um mundo que, a cada instante, apresenta mudanças significativas, o processo de identificação do adolescente faz-se mais desafiador, em razão das diferenças de padrões éticos e comportamentais.
Os modelos convencionais, vigentes, para ele, são passiveis de críticas, em razão do conformismo que predomina, e aqueles que são apresentados trazem muitos conflitos embutidos, que perturbam a visão da realidade, não sendo aceitos de imediato.
Tudo, em torno do jovem, caracteriza-se por meio de formas de inquietação e insegurança.
No lar, as imposições dos pais, nem sempre equilibrados, direcionados por caprichos e interesses, muitas vezes, mesquinhos, empurram o jovem, desestruturado ainda, para o convívio de colegas igualmente imaturos. Em outras circunstâncias, genitores irresponsáveis transferem os deveres da educação a funcionários remunerados, ignorando as necessidades reais dos filhos, e apresentando-se mais como fornecedores de equipamentos e recursos para a existência, do que pessoas afetuosas e interessadas na sua felicidade, dão margem a sentimentos de rancor ou de imediatismo contra a sociedade que eles representam. Ademais, nas famílias conflituosas, por dificuldades financeiras, sociais e morais ou todas simultaneamente, o adolescente é obrigado a um amadurecimento precipitado, direcionando o seu interesse exclusivamente para a sobrevivência de qualquer forma, em considerando a situação de miséria na qual moureja.
Eis aí um caldo de cultura fértil para a proliferação de desequilíbrios, expressando-se nos mais variados conflitos, que podem levar à timidez, ao medo, às fugas terríveis ou à agressividade, ao desrespeito dos padrões éticos que o jovem não compreende, porque não os vivenciou e deles somente conhece as expressões grosseiras, decorrentes das interpretações doentias que lhes são apresentadas.
A soma de aflições que o assalta é grande, aturde-o, trabalhando a sua mente para os estereótipos convencionais de desgarrados, indiferentes, rebeldes, dependentes, que encontra em toda parte, e cujo comportamento de alguma forma lhe parece atraente, porque despreocupado e vingativo contra a sociedade que aprende a desconsiderar.
Nesse contubérnio de observações atormentadas, a mídia, desde os primeiros dias da sua infância, vem exercendo sobre ele uma influência marcante e crescente.
De um lado, no período lúdico, ofereceu-lhe numerosos mitos eletrônicos, agressivos e cruéis em nome do mal que investe contra o bem, representados por outros seres de diferentes planetas que pretendem salvar o universo, utilizando-se, também, da violência e da astúcia, em guerras de extermínio total. Embora a prevalência do ídolo representativo do bem, as imagens alucinantes do ódio, da perversidade e das batalhas intérminas plasmam no inconsciente da criança mensagens de destruição e de rancor, de medo e de insegurança, de fascínio e interesse por essas personagens míticas que, na sua imaginação, adquirem existência real.
Outros modelos da formação da personalidade infantil, apresentados pela mídia, têm como característica a beleza física, que vem sendo utilizada como recurso de crescimento econômico e profissional, quase sempre sem escrúpulos morais ou dignidade pessoal. O pódio da fama é normalmente por eles logrado a expensas da corrupção moral que viceja em determinados arraiais dos veículos da comunicação de massa. É inevitável que o conceito de dignidade humana e pessoal, de harmonia íntima e de consciência seja totalmente desfigurado, empurrando o jovem para o campeonato da sensualidade e da sexualidade promíscua, em cujo campo pode surgir oportunidade de triunfo.., triunfo da aparência, com tormentos íntimos sem conta.
A grande importância que é dada pela mídia ao crime, em detrimento dos pequenos espaços reservados à honradez, ao culto do dever, do equilíbrio, estimula a mente juvenil à aventura pervertida, erguendo heróis-bandidos, que se celebrizam com a rapidez de um raio, que ganham somas vultosas e as atiram fora com a mesma facilidade, excitando a imaginação do adolescente. Ainda, nesse capítulo, a super-valorização de determinados ídolos dos esportes, de algumas artes, embora todos sejam dignos de consideração e respeito, proscrevem o interesse pelos estudos e pela cultura, pelo trabalho honesto e sua continuidade, deixando a vã perspectiva de que vale a pena investir toda a existência na busca desses mecanismos de promoção que, mesmo alcançados tardiamente, compensam toda uma vida terrena. Esse paradoxo de valores, naturalmente, afeta-lhe o comportamento e a identidade.
E evidente que a mídia também oferece valiosos instrumentos de formação da personalidade, da conquista de recursos saudáveis, de oportunidades iluminativas para a mente e engrandecedoras para o coração.
Lamentável, somente, que os espaços reservados ao lado ético e dignificante do pensamento humano, próprio para a formação da identidade nobre dos adolescentes, sejam demasiado pequenos e nem sempre em forma de propostas atraentes, na televisão, por exemplo em horários nobres e compatíveis, como um eficiente contributo para a aprendizagem superior.
As emoções fortes sempre deixam marcas no ser humano, e a mídia é, essencialmente, um veículo de emoções, particularmente no seu aspecto televisivo, consoante se informa que uma imagem vale mais que milhares de palavras, o que, de certo, é verdade. Por isso mesmo, a sua influência na formação e na estruturação da personalidade, da identidade do jovem é relevante nestes dias de comunicação rápida.
As cenas de violência, associadas às de deboche, às de supervalorização de indivíduos exóticos e condutas reprocháveis, de palavreado chulo e de aparência vulgar ou agressiva, com aplauso para a idiotia em caricatura de ingenuidade, despertam, no adolescente, por originais e perversas, um grande interesse, transformando-se em modelos aplaudidos e aceitos, que logo se tomam copiados.
É até mesmo desculpável que, na área dos divertimentos, apresentem-se esses biótipos estranhos e alienados, mas sem que sejam levados à humilhação, ao ridículo... O desconcertante é que enxameiam por todos os lados e alguns deles se tornam líderes de auditórios, vendendo incontável número de cópias das suas gravações e cerrando os espaços que poderiam ser ocupados por outros valores morais e culturais, que ficam à margem, sem oportunidade.
Falta originalidade nos modelos de comunicação, que se vêm repetindo há décadas, assinalados pelos mesmos conteúdo de vulgaridade e insensatez, mantendo a cultura em baixo nível de desenvolvimento.
Essa influência perniciosa, que a mídia vem exercendo nos adolescentes, qual ocorre com os adultos e criança:
também, estimulando-os para o lado mais agitado e perturbado da existência humana, pode alterar-se para a edificação e o equilíbrio, na medida que a criatura desperte para a construção da sociedade do porvir, cuidando da juventude de todas as épocas, na qual repousam as esperanças em favor da humanidade mais feliz e mais produtiva.

pesquisas feitas sobre a influencia da midia


PESQUISA IDENTIFICA TRÊS PERFIS DIFERENTES PARA OS CONSUMIDORES DE CELULARES: CENTAUROS, CIBORGUES E CÁUBOIS DO ESPAÇO. EM QUAL PERFIL VOCÊ SE ENCAIXA?

Você está mais para um ciborgue, um centauro ou um caubói do espaço? Nunca ouviu falar nessas expressões? Pois, agora, os usuários de celulares podem ser classificados em um desses três perfis, segundo pesquisa realizada pelasempresas Amdocs e Coleman Parkes e pelo antropólogo social Massimiliano Mollona. A principal descoberta foi que os aparelhos móveis se tornaram uma necessidade – e em todo o mundo.
Para chegar a essas conclusões, foram ouvidos 4,7 mil consumidores de diferentes faixas etárias em 14 países das Américas do Norte e do Sul, Europa e região da Ásia-Pacífico. Entre os entrevistados, 63% afirmam que ão conseguem viver sem o celular; 49% consideram que a tecnologia de telefonia móvel aumenta a facilidade de conseguir emprego, contatos e sociabilidade; e 70% esperam poder fazer ainda mais atividades com o aparelho, a partir do desenvolvimento de outros serviços móveis.Ao perceber que as pessoas passaram a usar os celulares como “distintivos digitais”, observados pela maneira como os usuários seguram o aparelho nas mãos e fazem questão de atendê-lo em qualquer lugar, a qualquer momento, Mollona chegou às três classificações de comunidades de consumidores: ciborgues, centauros e caubóis do espaço. Na primeira, enquadram-se os usuários que conectam-se em todos os aspectos da vida, nas esferas profissional e pessoal, e são mais propensos a pagar por serviços sofisticados. Usam o celular mais do que outras formas de comunicação a fim de aumentar o círculo social e a mobilidade entre os dois ambientes, além de serem usuários das mídias sociais e dos jogos online. Segundo a pesquisa, os ciborgues são encontrados, principalmente, na América Latina e nos mercados em desenvolvimento da Ásia. O segundo perfil, dos centauros, refere-se aos consumidores que separam a vida pessoal da tecnologia e veem o celular como um equipamento funcional, distante de um reflexo da personalidade. Por isso, preferem mensagens de texto – por garantir mais discrição – e não usam o mesmo celular para o trabalho e a vida pessoal. Escolhem planos que permitem controlar os gastos, como pacotes de serviços ou pré-pagos. Estão localizados, na maioria, na Europa e nos mercados desenvolvidos da Ásia. 

A evolução da tecnologia se beneficia de fatores socioculturais

Por último, estão os caubóis do espaço, classificados como nômades tecnológicos, individualistas e imprevisíveis. Esse perfil troca de aparelhos e provedores com frequência, alegando questões tecnológicas e econômicas. Os caubóis usam o aparelho em benefício próprio, sem se preocupar em expandir o círculo social ou a conectividade. Essa comunidade é específica da América do Norte. – Como este e outros estudos mostram, a evolução do mundo conectado tem se beneficiado de fatores socioculturais. No entanto, a utilização é diferente nas três comunidades e cada uma tem necessidades e expectativas distintas, as quais as empresas provedoras de serviços devem suprir se quiserem fornecer a experiência desejada – recomenda o antropólogo.– Enquanto as principais concorrentes brigam por uma maior fatia do mercado, as provedoras de serviços precisam garantir que seus sistemas atendam a diferentes modelos de negócios – destaca Rebecca Prodhomme, vice-presidente de Marketing de Produtos e Soluções da Amdocs.Além disso, a pesquisa forneceu um quadro do comportamento humano no atual mundo conectado. Nele, o antropólogo afirma que os mercados emergentes estão prontos para o mundo conectado.– No Brasil, por exemplo, esse crescimento é acelerado pela falta de limites entre as esferas privada e pública e pela sociedade performativa, na qual a socialização acontece em público e é baseada na comunicação verbal. Esse tipo de cultura é altamente conectada e os celulares revelam e melhoram as conexões sociais – analisa.

Ciborgue
A publicitária e analista de redes sociais Carol Caixeta, de 22 anos, não tira o celular das mãos nem por um segundo. Há oito anos, ela mantém o vício de ficar conectada (desde o primeiro aparelho) e, de tanto teclar, ganhou a etapa regional do campeonato de digitação de SMS Mobile WorldCup, em 2009, além de dores nos nervos dos braços e sessões de fisioterapia. Carol tem a principal característica de um ciborgue: o celular é a extensão da sua vida e a acompanha em todos os momentos.– Acordo e atualizo os feeds do Twitter e do Facebook pelo telefone. Enquanto me arrumo, posto mensagens. Dou check-in no foursquare em todos os lugares que vou e não consigo viver sem o WhatsApp (aplicativo para smartphones que permite envio gratuito de fotos, textos e mensagens de voz) – diz ela.Para dar conta de tudo, ela usa um pacote com 700 SMS por mês e internet ilimitada. Outra mania da publicitária é usar computador, tablet e celular, todos juntos, ao mesmo tempo.

Centauro
Enquanto uns usam e abusam das funcionalidades dos smartphones para todos os aspectos da vida, outros preferem separar a forma de se comunicar na vida pessoal e na profissional. A solução encontrada pelo professor e agente de intercâmbio Diego Ponce de Leon, 29 anos, foi comprar quatro aparelhos.– Tenho dois celulares pessoais, um para falar com a família e amigos e outro exclusivo para a namorada; e outros dois profissionais, um para manter contato com a minha gerência e outro que ativo quando viajo a trabalho – diz.Para Diego, essa é a melhor forma de manter a vida organizada.– Quando um dos celulares toca, sei a natureza da ligação, se estou lidando com os lados pessoal ou profissional – explica, lembrando que prefere a conversa cara a cara com a família e os amigos.
– Deixo o telefone para uma comunicação mais prática.O professor mantém algumas vaidades, como adquirir pacotes de serviço com tudo incluso e trocar o aparelho pelo menos uma vez por ano.

Caubói do espaço
O agente administrativo Marco Antônio Amaral, de 29 anos, não liga muito para as possibilidades tecnológicas dos smartphones, como acesso à internet e aplicativos.
– Tenho um aparelho de MP3, então uso o celular para fazer ligações e mandar mensagens – afirma.
O que importa é o uso funcional do aparelho. Por isso, Marco está sempre em busca de formas para economizar nas ligações. Há seis meses, ele comprou um celular mais simples dual chip e, desde então, usufrui de promoções e pacotes mais baratos, com o serviço de duas operadoras.
– Tenho um plano pré-pago em um chip para falar só com os amigos e um pós-pago no outro para situações em que eu precisar – explica.
Marco usa o mesmo celular para a vida profissional e pessoal e diz que a praticidade de ter um aparelho com dois chips foi consequência.
– O que me importa é a questão econômica. Com as promoções, mantenho contato sempre com amigos e família, e pagando pouco – revela.

CORREIO BRAZILIENSE

Brasileiros estão enjoados das redes sociais

Segundo um estudo da consultoria Gartner, promovida em 11 países, os brasileiros - que antes já eram um dos povos mais entusiasmados com as redes sociais - estão cansados dessas ferramentas, assim como os russos. O estudo revela que cerca de 40% dos entrevistados utilizam tais serviços menos assiduidade do que quando se inscreveram nos sites. Em outros países como Estados Unidos e Japão, a perda de entusiasmo ficou em torno de 20%, enquanto que 40% dos entrevistados disseram estar utilizando ainda mais as mídias sociais.

No total da amostragem, cerca de 24% dos participantes da pesquisa sentem-se menos interessados por essas redes. Por outro lado, 37% dizem que utilizam ainda mais e 39% mantiveram estável a frequência de acesso.

No Brasil, o Orkut vem perdendo espaço para o Facebook, Twitter e Google. Uma pesquisa realizada pela CNT/Sensus apontou que 8,8% da população brasileira tem Twitter, 27,3%, Orkut, e 15,8%, Facebook. Além disso, 42% dos brasileiros têm acesso à internet, em casa ou no trabalho, e cerca de 60% utilizam a rede diariamente.[Fonte: UOL]

Inglaterra: Cameron cogita interromper redes sociais devido a tumultos

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse nesta quinta-feira que cogita interromper os serviços de redes sociais online, como o BlackBerry Messenger (BBM) e o Twitter, durante o período de agitação nas ruas da Grã-Bretanha. Desde o último sábado (06/08/2011), o país é palco de uma onda de vandalismo, que deixaram lojas, prédios, e carros destruídos em várias cidades britânicas.

Segundo a polícia britânica, essas redes foram usadas por desordeiros e saqueadores para coordenarem atos de vandalismo. "Estamos trabalhando com a polícia, os serviços de inteligência e a indústria para ver se seria correto interromper a comunicação das pessoas via websites e serviços quando soubermos que eles estão conspirando para a violência, desordem e criminalidade", afirmou Cameron ao Parlamento, durante uma sessão de emergência marcada por causa dos distúrbios no país.

Boa parte dos desordeiros preferiu o BBM ao Twitter e outras redes sociais porque suas mensagens são criptografadas e privadas. A Research in Motion (empresa fabricante do BlackBerry) informou na segunda feira que está cooperando com todas as autoridades de órgãos regulatórios, da Justiça e das telecomunicações, mas não quis informar se iria entregar detalhes de usuários ou de conversas para a polícia.
Entenda o caso:

  1. • No dia 4 de agosto, um homem negro de 29 anos morreu após ser baleado por policiais em Londres. A polícia diz que estava tentando prender Mark Duggan quando ele reagiu, mas há versões que desmentem que a vítima estivesse armada
  2. • Dois dias depois, 120 pessoas se reuniram em uma marcha para protestar contra a morte de Duggan e pedir justiça. Porém, duas horas depois, gangues começaram a atacar policiais e depredar prédios, carros e bancos da cidade
  3. • Desde então, a onda de vandalismo se espalhou por diversos bairros de Londres e chegou até a outras cidades britânicas, com convocações feitas por meio de redes sociais na internet e mensagens de celular. [Fonte: Veja.com]

    Uso excessivo do Facebook deixa adolescentes narcisistas e agressivos

    Um estudo americano mostra que o uso excessivo de Facebook pode provocar o desenvolvimento de distúrbios como narcisismo, comportamento antissocial e agressividade.

    A conclusão é de Larry Rosen, professor de psicologia da Universidade do Estado da Califórnia.

    Em uma apresentação chamada “Cutuque-me: como as redes sociais podem ajudar e prejudicar nossas crianças” feita durante a 119ª Convenção Anual da Associação Americana de Psicologia, Rosen falou sobre o assunto com base em uma pesquisa feita com mil adolescentes que vivem em áreas urbanas. Ele também observou 300 jovens que foram analisados durante 15 minutos enquanto usavam o computador.

    Além dos distúrbios, os adolescentes que usam o Facebook demais, segundo ele, têm maior probabilidade de desenvolver dores de estômago, além de ter problemas durante o sono, ansiedade e depressão.

    A leitura também é afetada. Quanto mais se usa o Facebook, tanto menos é a taxa de retenção do que se lê. Os estudantes que acessaram o Facebook ao menos uma vez durante o período de 15 minutos em que foram analisados usando o PC, tiveram notas menores na escola.

    Mas nem tudo é negativo. O estudo revela que os jovens que usam muito o Facebook desenvolvem a “empatia virtual”, que é a capacidade de demonstrar pela internet a empatia por amigos angustiados, o que pode influenciar positivamente no humor.

    Segundo o especialista, isso pode passar para o mundo real, ensinando aos jovens como estabelecer uma empatia com as outras pessoas no cotidiano.[Fonte: R7]

    Pesquisa sobre inteligência de usuários do Internet Explorer era falsa

    A pesquisa que afirma que usuários do navegador Internet Explorer têm quociente de inteligência menor que o de internautas que usam outros programas era apenas um golpe de internet.
    De acordo com analistas de segurança consultados pela BBC, o site da companhia canadense AptiQuant, autora do suposto estudo, havia sido criado com base em material roubado de uma página francesa.
    Milhares de serviços de notícias, incluindo o G1, noticiaram a publicação do estudo, que dizia que a AptiQuant havia entrevistado mais de 100 mil usuários de navegadores de internet maiores de 16 anos e comparado o teste de QI com o navegador que utiliza.
    G1 tentou entrar em contato com os supostos pesquisadores da AptiQuant listados no estudo original, sem sucesso. O estudo teria entrevistado mais de 100 mil usuários de navegadores de internet maiores de 16 anos e comparou seu teste de QI com o navegador que utiliza. O texto dizia que o QI de usuários do IE 6 seria, em média, de 80 pontos, contra 110 de internautas usuários do Firefox e do Chrome e 120 do Safari.
    O estudo ainda conclui que "indivíduos com QI menor tendem a não querer mudar ou atualizar o navegador do computador". Do mesmo modo, usuários com QI maior estariam, mais dispostos a experimentar programas diferentes e testar novas atualizações dos navegadores.[Fonte: G1]

    Reino Unido: uma em cada 5 crianças é vítima do cyber bullying

    Meninas são mais vítima de cyber bullying do que os meninos, aponta pesquisa feita no Reino Unido
    Foto: AFP
    Cerca de uma entre cinco jovens do Reino Unido sofreu cyber bullying, sendo as meninas mais afetadas do que os meninos, segundo pesquisa. Muitas das vítimas disseram que sua experiência prejudicou sua confiança, sua saúde mental e mesmo sua frequência escolar. O estudo foi feito por acadêmicos da Anglia Ruskin University com cerca de 500 jovens de idades entre 11 e 19 anos e foi divulgada pelo Daily Mail nesta terça-feira.
    Quase um quinto, 18,4% admitiu ter sofrido cyber bullying, situações em que uma pessoa usa a internet ou o celular para intimidar o outro. Das 273 meninas questionadas, 60 delas, 22% disseram ser vítima de tal prática, enquanto 27 dos 200 meninos, equivalente a 13,5%, também enfrentaram o cyber bullying.
    Dos 87 jovens que afirmaram ter sido vítimas do cyber bullying, um terço teve sua confiança "bastante" ou "muito" afetada, enquanto metade (52%) disse estar bem com sua saúde emocional. Pouco mais de um quarto (29%) dos que foram vítimas de outros disseram ter ficado longe da escola enquanto mais de um terço (39%) parou de socializar fora do horário escolar.
    Dos 188 jovens que responderam a pergunta de se eles iriam procurar ajuda com o cyber bullying, menos da metade (45%) disseram que sim. Aqueles que responderam que não tinha medo de tornar as consequências ainda pior e/ou queriam lidar sozinhos com a questão. Aqueles que procuram apoio foram mais propensos a procurar a ajuda de pais e amigos.
    Steven Walker, que liderou a pesquisa, disse: "Enquanto a maioria das interações online são neutras ou positivas, a internet oferece um novo meio através do qual crianças e jovens são vítimas de bullying. Ele acrescentou que muitas vítimas do bullying se que sabem que estão sendo atacadas, acreditam apenas ser uma brincadeira inofensiva.
    "Enquanto o uso das mídias sociais entre os jovens continuar a crescer, a menos que o problema seja devidamente abordado pelos sites e agências de governo, o cyber bullying é só tende a piorar", disse o pesquisador.
    Na semana passada a diretora de marketing do Facebook, Randi Zuckerberg, pediu o fim do anonimato online dizendo que os usuários de internet iriam "se comportar muito melhor" se todos tivessem de usar nomes reais ao navegar ou publicar na internet.[Fonte: Terra]

    Viciado em Xbox morre após maratonas de jogos

    O inglês Chris Staniforth, de 20 anos, morreu de uma trombose venosa profunda causada pelo vicio em vídeo game. Ele jogava Xbox por, pelo menos, doze horas sem descanso. A TVP é um coágulo no sangue que está geralmente associada a longos períodos de inatividade, como sentar em um voo de longa distância.

    Chris passou mal durante uma entrevista de emprego. Ao sair do local, ele teria se abaixado para pegar um pacote de goma de mascar, caiu para trás e começou a sofrer espasmos. Um amigo que o acompanhava chamou a ambulância, mas o jovem não resistiu e morreu a caminho do hospital.

    O pai de Chris, David, disse ao jornal The Sun que o filho vivia para o Xbox e não imaginava que jogar video game poderia fazer mal ao filho. “Quando ele ganhava um jogo poderia jogá-lo por horas e horas a fio, às vezes 12 horas sem parar", disse ao The Sun.

    A Microsoft recomenda que os jogadores deem um tempo para pausas e exercícios e que tenham outras atividades. [Fonte: Yahoo]


    Usuários de Internet Explorer têm QI mais baixo, diz estudo

    Pesquisa aponta que quanto menor o quociente de inteligência de uma pessoa, maior a resistência a novos softwares e atualizações de segurança.
    Foto: TecMundo/Reprodução
    O estudo "Quociente de Inteligência (QI) e Uso de Navegadores", desenvolvido pela companhia canadense AptiQuant, indica que usuários do Internet Explorer possuem capacidade de raciocínio menor do que aqueles que usam softwares concorrentes. O teste teve como base 101.326 pessoas com idade acima de 16 anos, que foram divididas conforme o programa que utilizavam.
    Os resultados apontaram que usuários do Internet Explorer 6 possuem QI médio perto de 80 pontos, enquanto aqueles que preferem o Firefox e o Google Chrome obtiveram média de 100 pontos nos testes realizados. Já aqueles que optam pelo Opera e o Camino possuem a pontuação mais alta, com média de 120 pontos.
    Outra conclusão da pesquisa é o fato de que quem usava o IE6 em 2006 possuía um QI mais alto do que os usuários atuais do programa. Além disso, a pontuação obtida aumenta conforme a versão do navegador da Microsoft é atualizada.
    Público pouco afeito a mudanças
    A partir das informações obtidas, os pesquisadores concluíram que pessoas com menor quantidade de QI tendem a resistir mais a mudanças de versões nos navegadores. Aqueles que possuem pontuações maiores tem uma tendência maior a experimentar novos softwares, além de estarem mais atentos a conselhos de segurança e melhorias disponíveis.
    O estudo conclui que tais dados são importantes para desenvolver novas maneiras de convencer pessoas a abandonarem de vez programas que representam grande risco devido às falhas de segurança que possuem. Algo que deve atingir principalmente quem usa o Internet Explorer 6, programa que a própria Microsoft concorda que deve ser erradicado.
    Caso a pesquisa seja válida para outros softwares, pode explicar porque ainda há quem resista em atualizar o sistema operacional, mesmo quando novas versões se mostram mais eficientes e seguras. O estudo completo (em inglês) pode ser baixado no formato PDF através deste link http://bit.ly/nCwndl

    Estudo divulga o uso de internet, e-mail e USB no ambiente

    Após a realização de um estudo onde foram analisadas as emissões de CO2 de três atividades efetuadas por utilizadores de internet, e-mail e transferências de dados a partir de um dispositivo USB, a Arobase tenta com isso abrir um debate para esta questão.
    Os dados disponibilizados mostram que as tecnologias de informações e comunicações são responsáveis por 2% das emissões de CO2. Mas você deve estar se perguntando como que a empresa fez para chegar a esse resultado; é o que tentaremos explicar.
    A Arobase levou em conta que na França em média, cada trabalhador de uma empresa com cerca de 100 colaboradores, receba cerca de 58 mensagens e envia 33, o que segundo a companhia gera cerca de 136 quilos de CO2 por ano por servidor. Neste estudo está incluído a energia consumida pelos computadores, assim como os dados que fazem a gestão do tráfego. Sendo assim, concluiu que se a empresa conseguir reduzir em 10% o número de mensagens de correio numa empresa com 100 colaboradores, isso levaria a redução de uma tonelada de emissão de CO2 por ano, já outro fator neste estudo a se ter em conta, é a impressão das mensagens recebidas.
    Entre as pesquisas online, as contas são realizadas atribuindo uma média de 949 buscas online por ano a cada internauta, ou seja, o equivalente a emissão de 9,9 quilos de CO2 por cada um dos utilizadores desta ferramenta. Na conclusão nesta área, o estudo recomenda que sejam usadas palavras chaves concretas nas buscas, para com isso, ter uma redução de cinco quilos por ano na emissão de CO2 por usuário.
    Já a utilização do dispositivo USB para a transferência de arquivos; o estudo analisou várias hipóteses, entre elas, a descarga de apenas um documento de 200 páginas e a leitura do mesmo, isso para cada 100 pessoas, que tenham assistido a uma conferência. Nesse caso, as emissões relacionadas com a ação seriam ao equivalente a 80 quilos de CO2 lançados na atmosfera.
    A companhia de estudos Arobase, considera este estudo muito importante para mostrar que uma atividade considerada “limpa” por muitos usuários tem os seus custos com o ambiente e assim cabe a nós ajudar a melhorar.[Fonte: OficinadaNet]

    Pesquisa: 55,5 milhões de brasileiros têm internet em casa

    O Brasil tem quase 60 milhões de internautas de acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo IBOPE Nielsen Online. Considerando somente os domicílios, o número de pessoas que moram em residências em que há a presença de computador com internet já é de 55,5 milhões. O total de pessoas com acesso à internet no trabalho ou em domicílios chegou a 58,6 milhões. Já o acesso à internet em qualquer ambiente (domicílios, trabalho, escolas, lan houses ou outros locais) atingiu 73,9 milhões de pessoas, segundo pesquisa realizada no quarto trimestre de 2010.
    Das 55,5 milhões de pessoas com acesso domiciliar, o número de usuários ativos em maio de 2011 chegou a 37,2 milhões, ou 30% mais que os 28,5 milhões de maio de 2010. Em dois anos, o total de usuários ativos mensais em residências cresceu 46% conforme apontou o estudo.
    Das pessoas com acesso no trabalho ou em domicílios, 45,7 milhões foram usuários ativos em maio de 2011, o que significou um crescimento de 6,8% em relação ao mês anterior e de 23% na comparação com os 37,3 milhões de maio de 2010. [Fonte: Terra]